quinta-feira, 1 de março de 2012

Monarquias Medievais, Guerra dos Cem Anos, Estado Moderno e Renascimento


AS MONARQUIAS MEDIEVAIS
Entre os séculos XI e XV, os monarcas empreenderam lutas com o apoio da burguesia, para vencerem os opositores internos - a nobreza proprietária de terras - e os externos - as outras nações em formação. Foram momentos decisivos para a formação das fronteiras e do sentimento de nacionalidade.
A descentralização política do período feudal alterou-se com o renascimento comercial e urbano, pois a burguesia passou a reivindicar um poder político centralizado e forte, que resolvesse as disparidades entre o campo e a cidade e unificasse a moeda, o sistema de pesos e medidas e as leis.
Os monarcas medievais precisavam da ajuda financeira da classe mercantil para formar exércitos, submeter a nobreza, limitar a ação da Igreja e fortalecer o próprio poder. Eles tinham um duplo problema a resolver: cumprir os compromissos com a burguesia e superar o poder político da nobreza rural.
A aliança burguesia-monarquia foi um fator preponderante à centralização do poder e à conseqüente formação dos Estados nacionais. Essa aliança significava a supremacia dos interesses da cidade sobre os do campo contrariando, portanto, a tradicional   conservadora nobreza rural.

França
Na França, Felipe IV, o Belo (1285-1314), com o apoio da burguesia, conseguiu a consolidação do poder real. Para obter verbas, o rei expulsou da França os judeus e os banqueiros italianos, confiscando suas propriedades. Além disso, para lançar tributos sobre as terras da Igreja, convocou, em 1302, pela primeira vez, o Parlamento francês. Esse ficou conhecido como Estados Gerais, pois seus componentes pertenciam às três principais camadas sociais: nobreza, clero e burguesia.
Nos séculos XIV e XV, a Monarquia Nacional Francesa foi consolidada com a Guerra dos Cem Anos, que reduziu sensivelmente o poder político e econômico dos senhores feudais.


Inglaterra
No processo de formação da Monarquia Nacional Inglesa, destacou-se o rei João Sem Terra (1199-1216), cujo mandato foi marcado por disputas contra o rei da França, Filipe Augusto, contra o papa Inocêncio III e contra os nobres da Inglaterra. Foi derrotado por todos os seus adversários, sendo obrigado a assinar, em 1215, a Magna Carta. Por esse documento, o monarca se comprometia a: respeitar os direitos dos nobres e da Igreja, evitar os abusos da administração e da justiça e não estabelecer impostos sem o prévio consentimento dos seus vassalos.
Seu sucessor, Henrique III (1216-1272), pretendeu governar a Inglaterra de modo absoluto e, por isso, violou algumas disposições da Magna Carta. Essa violação gerou uma nova revolta por parte dos nobres, que, após vencê-lo, obrigaram-no a assinar os Estatutos de Oxford, pelos quais se comprometia a governar de acordo com o Conselho dos Barões. Durante o reinado de Henrique III houve, pela primeira vez, a convocação do Parlamento inglês, com a participação dos barões, do clero e da nascente burguesia.

Espanha
Na península Ibérica, a Guerra da Reconquista levou à formação de reinos cristãos, que, no final do século XI, eram: Leão, Castela, Aragão e Navarra. No final do século XII, os reinos cristãos já haviam ocupado mais da metade do território peninsular.
O reino de Castela, a partir do século XIV, e o de Aragão, a partir do século XV, passaram a ser governados por uma mesma dinastia: a Dinastia Trastâmara. D. Fernando, o último rei dessa dinastia em Aragão, casou-se com Dona Isabel, rainha de Castela e Leão. Em 1479, com a coroação de D. Fernando como rei de Aragão teve início a união das Coroas hispânicas.

Portugal
Um nobre francês, o conde Henrique de Borgonha, colaborou com o rei de Leão, Afonso VI, na luta contra os mouros e este, em reconhecimento, ofereceu-lhe em casamento sua filha, Dona Tereza, e a posse do Condado Portucalense, região entre os rios Minho e Douro.
O conde Henrique de Borgonha expandiu o seu domínio até o sul do Douro. Seu filho e sucessor, D. Afonso Henriques, continuou a luta pela posse de novas terras e, em 1139, declarou a independência do condado. Nascia, assim, o reino de Portugal.
A dinastia de Borgonha governou de 1139 até 1385, período que se caracterizou por uma economia ligada às atividades agrárias; pela importação e exportação de produtos agrícolas; pelos choques constantes entre o rei e a nobreza, e pela extrema miséria da população que trabalhava nas terras dos nobres. Houve a expansão do território português em direção ao sul, atingindo a atual configuração geográfica.
Em meados do século XIV, uma grande tragédia abalou a Europa, a Peste Negra (1348), matando mais de um terço de sua população. A alta taxa de mortalidade provocou uma escassez de mão-de-obra e isso levou o rei D. Afonso IV, em 1349, a obrigar o povo a trabalhar mais pelos mesmos ganhos anteriores à Peste Negra. Essa atitude do rei gerou insatisfação social.
Na década de 1370, ocorreram vários conflitos armados entre o reino de Portugal e o de Castela. Esses fatos desgastavam cada vez mais os monarcas e, em 1385, a Revolução de Avis inaugurou outro momento na monarquia portuguesa, mais centralizada e vinculada à nascente burguesia comercial.

ATIVIDADES
1.  Coloque V, se for verdadeira e F, se for falsa.
a. (    ) A partir do século XI, com o desenvolvimento do comércio e das cidades, o poder da nobreza aumentou.
b. (    ) O renascimento comercial e urbano deu origem à burguesia, que precisava
de um governo forte que protegesse seus negócios.
c. (    ) Com a ajuda financeira da classe mercantil, monarcas medievais lutaram para submeter a nobreza e a Igreja.
d. (    )  Para favorecer a burguesia, alguns monarcas unificaram leis, moeda, sistema de pesos e medidas.
e. (   ) A aliança burguesia-monarquia resultou na centralização do poder pelo rei e na formação dos Estados nacionais.

2.Associe.
a   Felipe IV, o Belo (1285-1314)
b. João Sem Terra (1199-1216)
c. Henrique III (1216-1272)
d. Henrique de Borgonha
e. Dom Afonso Henriques
(  ) assinou a Magna Carta em 1215.
(  ) ajudou o rei de Leão na luta contra os mouros, casou-se com a filha desse rei e recebeu a posse do Condado Portucalense.
(  ) assinou os Estatutos de Oxford, por pressão dos nobres.
(  ) declarou a independência do Condado Portucalense, nascendo assim o reino de Portugal.
(  ) convocou pela primeira vez o Parlamento francês.

A GUERRA DOS CEM ANOS
A chamada Guerra dos Cem Anos foi a mais longa das guerras medievais (1337 até 1453), cujo palco foi a França, invadida pela Inglaterra. Teve como fator gerador a disputa entre essas duas monarquias pela região de Flandres, situada ao norte da França. Essa região, um feudo francês, possuía uma significativa produção de tecidos de lã, sendo por isso cobiçada pela Inglaterra, que era a maior fornecedora de lã para a região. Desse choque de interesses, resultou a guerra.
Um problema de sucessão ao trono francês também afetou os dois países. Como os descendentes do rei Felipe IV, o Belo, morreram sem deixar descendentes masculinos, o rei da Inglaterra, Eduardo II, neto de Felipe IV pelo lado materno, reclamou seus direitos ao trono francês. Os franceses não aceitaram essa situação e alegaram que, pela Lei Sálica, o trono francês não poderia ser ocupado por mulheres ou pelos seus descendentes.
Em 1337, a França declarou guerra à Inglaterra. No início, os ingleses obtiveram vitórias. A destruição das plantações e os altos tributos tornaram a vida dos camponeses da França muito difícil. Estouraram revoltas camponesas, as jacqueries, que foram dominadas e os líderes, presos.
No início do século XV, na fase decisiva da guerra, apareceu Joana d'Arc, que se dizia enviada por Deus para libertar a França. Ela conseguiu reunir um exército
 e venceu os ingleses em Órleans. Fez coroar, em Reims, o rei Carlos VII, mas, em seguida, foi presa por nobres franceses e vendida para os ingleses. Julgada pela Inquisição, Joana d'Arc foi acusada de bruxaria e condenada à morte na fogueira, em maio de 1431.
Nesse período, dois acontecimentos destacaram-se:
    » a Peste Negra: foi um surto de peste bubônica, ocorrido no século XIV, que dizimou grande parte da população européia. Calcula-se que mais de 25 milhões de pessoas tenham morrido devido à peste. Ela causou uma grave escassez de mão-de-obra, e desse modo os servos tornaram-se mais exigentes de sua liberdade;
» a Jacqueríe: ao contrário do que se poderia esperar, os grandes senhores feudais passaram a oprimir ainda mais os servos, em busca de maior rentabilidade. Dessa opressão resultou uma grande revolta dos camponeses, chefiada por Estêvão Mareei. Sem organização, a Jacqueríe foi derrotada e seu líder assassinado.
Em 1453, a guerra terminou com a vitória francesa, cujos resultados foram:
     » crise na agricultura;
» fortalecimento do poder real, com a dizimação de boa parte da nobreza feudal;
     » reforço do exército nacional em detrimento das milícias locais;
     » formação do sentimento nacional, o que favoreceu na constituição dos Estados Nacionais francês e inglês.

Convém lembrar que, em 1453, os turcos tomaram Constantinopla, arrasando com o Império Bizantino.

A Guerra das Duas Rosas
Após o término da Guerra dos Cem anos, a situação econômica da Inglaterra era muito difícil. A perda das áreas na França e a paralisação do comércio com Flandres enfraqueceram ainda mais a nobreza.
Ao mesmo tempo, ocorreu a disputa pela sucessão ao trono inglês entre as famílias Lancaster (ligada ao feudalismo), que tinha como símbolo uma rosa branca, e York (ligada aos interesses mercantis), cujo símbolo era uma rosa vermelha.
Em 1486, Henrique Tudor, descendente dos Lancaster, mas casado com uma mulher da família York, pôs fim à guerra, tornando-se rei da Inglaterra com o título de Henrique VII.

ATIVIDADES
1.   Cite dois fatores responsáveis pela Guerra dos Cem anos, travada entre Inglaterra e França (1337-1453).
a) ______________________________________________________________________________
b) ______________________________________________________________________________

2.  Assinale a questão correta.
a. (   ) A Guerra dos Cem anos despertou o sentimento de nacionalidade na Inglaterra e França.
b. (   ) A Guerra dos Cem anos contribuiu para a decadência do feudalismo.
c. (   ) A Guerra dos Cem anos favoreceu a centralização do poder real.
d. (   ) A Guerra dos Cem anos lançou a Europa numa crise agrícola e provocou a redução da população.
e. (    ) todas as questões estão corretas.

3.   Escreva um pequeno texto, dando sua opinião sobre a história de Joana D'Arc.
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4.   Assinale a questão correta.
A Guerra das Duas Rosas contribuiu para o fortalecimento de uma dinastia nacional.
Esta dinastia foi:
a. ( ) Bourbon, na França.
b. ( ) Stuart, na Inglaterra.
c. ( ) Médice, em Florença.
d. ( ) Tudors, na Inglaterra.


O Estado Moderno e o Renascimento

A idéia de um mundo moderno, que se opusesse ao medieval, afirmou-se inicialmente no Renascimento, significando um tempo novo, com novas práticas e idéias. A expressão Renascimento surgiu no século XVI, época em que se menosprezou o período medieval e se aproveitou o conhecimento e as concepções clássicas para adequá-los a um novo mundo mercantil e urbano. Nesse mesmo momento, formava-se o Estado Moderno, de regime político monárquico.

AS MONARQUIAS MODERNAS
Entre os séculos XV e XVI, formaram-se as Monarquias Modernas e nacionais, que congregavam as particularidades em nome do nacional. Nascia o Estado-nação moderno.
Esse processo histórico revelou que o poder real se impunha de forma global, nacional, superando os poderes locais e o poder supranacional da Igreja Católica, que se enfraquecia, pois o Estado como nação era a entidade total.
A nação, enquanto grupo de pessoas, estava unida pelos costumes, tradições, história comum, porém coube à língua exprimir o sentimento e o pensamento nacional.
A criação da prensa de tipos móveis, por John Gutemberg, por volta de 1450, facilitou a difusão de livros e jornais e contribuiu para a transmissão dos valores nacionais, que acentuavam o sentimento nacional. As primeiras manifestações da imprensa escrita remontam ao século XVI.
Dessa forma, construiu-se a identidade nacional. A nação vivia num espaço determinado, o território nacional, onde repousava a comunidade nacional, cujo monarca se tornava sua expressão máxima. Para cumprir o seu papel, o monarca centralizou o poder nas mãos e os principais meios foram:
» pacto social e político, que gerou a união entre a monarquia e a burguesia nacional;
     » a arrecadação de tributos e a emissão de moeda única, substituindo as moedas dos nobres feudais;
» a formação de exércitos permanentes, a serviço do poder real, que suplantavam as milícias locais dos nobres;
» a expansão dos domínios do rei, que em nome da nação expandia seus domínios, guerreando com outras nações ou absorvendo áreas coloniais;
» a organização político-administrativa e judiciária centralizada, pela qual o monarca impôs sua dominação sobre amplos espaços sociais e geográficos.

França
Na França, o processo histórico de construção do Estado Moderno remonta ao século X, quando Felipe II (1180-1223) subiu ao poder, lutando contra os grandes senhores feudais. Esse rei organizou um conselho para assessorá-lo e nomeou funcionários. Iniciou a formação de um exército nacional francês, que superou as milícias locais. Todavia, nos século XIV e XV, a Monarquia Nacional Francesa foi consolidada com a Guerra dos Cem Anos, que reduziu sensivelmente o poder político e econômico dos senhores feudais.

Inglaterra
Na Inglaterra, o processo de formação do Estado Moderno teve início no século XII, quando o rei Henrique II (1154-1189) estabeleceu um poder político vigoroso. Para alcançar seu objetivo, lutou contra a nobreza feudal, destruindo seus castelos. Além disso, nomeou juízes reais, que tinham autoridade judiciária sobre todas as partes do reino. Todavia, foi somente com Henrique VII, no século XV, que ocorreu a consolidação do poder real.

Península Ibérica
Na península Ibérica, surgiu o primeiro Estado tipicamente moderno: Portugal, após a Revolução de Avis, em 1385, quando D. João I inaugurou uma monarquia centralizada e vinculada à nascente burguesia comercial. Já o processo de formação do Estado espanhol tem seu momento decisivo a partir do casamento dos reis católicos Fernando e Isabel, marcando a união das coroas hispânicas.

ATIVIDADES
1. Assinale a questão incorreta.
O mundo moderno que se opôs ao medieval foi marcado por:
a. (   ) economia dinâmica e monetária.
b. (   ) formação do Estado Moderno Nacional.
c. (    ) pacto social e político, que gerou a união entre monarquia e burguesia nacional.
d. (    ) fortalecimento do poder da Igreja Católica.

2. Copie o parágrafo da página anterior que define o Estado Moderno.
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3.   Defina nação, copiando do texto os parágrafos correspondentes ao conceito de "Nação". _____________________________________________________________________________________________________________________

4. Coloque V, se for verdadeira e F, se for falsa.
No final do período medieval:
a. (    ) Surgiram de forma mais acentuada as divisões nacionais.
b. (    ) A regulamentação locais foram substituídas pela regulamentação nacional.
c. (    ) A camada dos comerciantes se aliou a nobreza, que exigiu do rei a formação de um exército nacional forte que protegesse o comércio.
d. (   ) A burguesia se aliou ao rei, apoiando-o para obter a unidade de moeda, língua, exército, leis e impostos.
e. (   ) A criação da prensa de tipos móveis por Gutemberg, facilitou a difusão da informação e contribuiu para a transmissão de valores nacionais.

5. Quais as atitudes comuns tomadas pelos reis que lutaram pela unificação de seu país?
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O RENASCIMENTO


O Renascimento foi um movimento artístico-cultural, que ocorreu na Europa, nos séculos XV e XVI, em decorrência do desenvolvimento econômico. Iniciou-se na Itália e espalhou-se por alguns países. Era um movimento leigo e burguês, de renovação cultural, que transformava o homem no centro dos acontecimentos. Esse movimento era protegido e impulsionado pela burguesia e pela realeza, os quais possuíam recursos suficientes para patrocinar as atividades artísticas. Os burgueses mandavam construir grandes palácios, decorados por pintores e escultores que, em suas obras, interpretavam as aspirações da classe burguesa.

CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO

Humanismo
Movimento intelectual e literário, ocorrido entre os séculos XIV e XVI, que buscava a valorização do homem, a partir da recuperação da antiga tradição clássica greco-romana. Os principais fundamentos eram:
     » inspiração na tradição da Antigüidade clássica greco-romana: adoção de textos e dos princípios artísticos clássicos como modelo das produções;
» valorização do homem: adotou-se a defesa do homem, protagonista da sua própria história, com uso do livre-arbítrio;
» uso da Razão frente à Revelação: uso do raciocínio lógico, do método da experimentação,
para atingir o conhecimento pleno.
» criticismo: defesa da liberdade do homem expressa pela leitura critica da realidade social, histórica e cultural.

Entre os humanistas destacaram-se:
» Petrarca: escreveu o poema épico De África, que versa sobre a Segunda Guerra Púnica.
» Boccaccio: escritor da obra Decamerão, onde são descritos os costumes e os tipos populares do período renascentista.
»  Dante Alighieri: escreveu a Divina Comédia, uma viagem através do Inferno, do Purgatório, até atingir o Paraíso.
»Erasmo de Roterdã: o autor do Elogio da loucura, uma crítica aos excessos da sociedade, como as superstições, o fanatismo e os abusos
do clero. Procurou conciliar o racionalismo renascentista com o cristianismo e, para isso, propôs a reforma da Igreja Católica. Defendia a
liberdade do pensamento e a tolerância.
     »Thomas Morus: autor da Utopia, que imaginou uma organização sociopolítica ideal.
     »Thomas Campanella: em sua obra A Cidade do Sol preconizou o método experimental.
     »Nicolau Maquiavel: autor de O Príncipe, obra que faz exposição e análise dos fundamentos do Estado moderno. Na obra, a personagem central, o príncipe, tinha permissão de usar qualquer artifício para obter os resultados que desejava para o seu Estado, por isso, adotou a máxima: "Os fins justificam os meios", ou seja, ele poderia usar de todos os meios de que dispunha para impor a sua autoridade.

Antropocentrismo
Oposição ao teocentrismo medieval, deslocando Deus do centro do universo, colocando o homem em seu lugar. O homem passava a ser a medida de todas as coisas.

Classicismo
Era a valorização da língua, literatura e arte clássicas (grego e latim), todas servindo de inspiração aos artistas e pensadores renascentistas.

Naturalismo
Os artistas renascentistas procuraram estudar, conhecer e representar a natureza, negando as mistificações medievais.

ATIVIDADES
1.Coloque V, se a questão for verdadeira e F, se for falsa.
a. (   ) 0 Renascimento foi a expressão nas artes e nas ciências de uma nova concepção de mundo.
b. (   ) O Renascimento foi uma renovação cultural na qual os valores cristãos foram substituídos por valores pagãos.
c. (    ) O Renascimento foi a volta à cultura clássica humanista, que colocava a fé acima da razão.
d. (    )  O Renascimento foi um movimento anticlerical que combatia a visão teocêntrica do mundo.
e. (   ) O Renascimento deu origem a novas formas de pensar, agir e sentir
f. (    ) O Renascimento foi um movimento artístico-cultural que ocorreu na Europa nos séculos XV e XVI em decorrência do desenvolvimento econômico.



2.O que foi o Humanismo? _____________________________________________________________________________________________________________________

3.   Assinale as questões corretas:
O Humanismo teve como características:
a. (    ) valorização do homem e da natureza.
b. (    ) oposição ao autoritarismo da Igreja.
c. (   ) defesa do livre-arbítrio e da superioridade da fé sobre a razão.
d. (   ) valorização da razão negando integralmente a fé.
e. (   ) defesa da liberdade do homem, protagonista de sua própria história, com uso do livre-arbítrio.

4.Associe.
a. Petrarca
b. Boccaccio
c. Dante Alighieri
d. Erasmo de Roterdã
e. Thomas Morus
(   ) Elogio da loucura.
(   ) Utopia.
(   ) Decamerão.
(   ) Divina Comédia.
(   ) De África.

5.Explique o que Maquiavel defende no seu livro O Príncipe. Observando a política de hoje, onde você percebe a influência de suas idéias? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

6.  Assinale a questão correta.
As características da civilização renascentista foram:
a. (    ) individualismo, racionalismo, teocentrismo.
b. (    ) humanismo, antropocentrismo, naturalismo.
c. (   ) classicismo, teocentrismo, individualismo.
d. (    )  centralização política, coletivismo racionalista e progresso tecnológico.

O RENASCIMENTO ITALIANO
No final do século XIV, o movimento renascentista atingia apenas a literatura. No começo do século seguinte atingiu as artes, reunindo Humanismo, Antropocentrismo, Classicismo e Naturalismo.
Na pintura, destacaram-se Giotto e Cimabue, ambos substituíram o simbolismo monástico por temas da Natureza. Na escultura, destacou-se Niccolo Pisano.
Na cidade de Florença, no princípio do século XV, arquitetos como Filippo Brunelleschi e Leo Battista Alberti, defenderam que a primeira qualidade do homem é a inteligência.
Além de arquiteto, Brunelleschi trabalhou como escultor e, junto com Donatello, foi a Roma estudar os monumentos antigos. Projetou a cúpula do Batistério de Santa Maria dei Fiori, em Florença. Leo Battista Alberti recuperou os princípios de proporção na arquitetura.
     A obra de Donatello (escultor italiano) se notabilizou pelo monumentalismo, individualismo e expressão psicológica.
O pintor Masaccio destacou-se pela representação da anatomia do corpo humano. Florença encerrou a sua escola pictórica com Sandro Botticelli e sua gloriosa versão do Nascimento de Vênus.
No século XVI, artistas de Florença levaram o espírito renascentista à Roma, inaugurando uma nova tendência artística. A arte perdia o ar de leveza e simplicidade para se transformar em obras grandiloqüentes e, por vezes, luxuosas. Afinal, urgia que se mostrasse à cristandade o poder e a glória da sede do papado – considerado o poder universal indestrutível. Dessa forma, a Igreja se transformava em mecenas da arte renascentista.
Leonardo da Vinci, florentino, também foi para Roma. Pintor, escultor, engenheiro, músico, filósofo, poeta, preocupou-se com novas
técnicas pictóricas, tão bem retratadas na Santa Ceia e na Gioconda, a Mona Lisa.
Outros artistas também se dirigiram para Roma. Michelangelo, também florentino, foi pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e poeta. Deixou à humanidade um legado importante de esculturas como: Moisés, Pietá e David. Na pintura, imortalizou-se com a decoração do teto da Capela Sistina (no Vaticano).

A EXPANSÃO DO RENASCIMENTO
O Renascimento se espalhou pelos países europeus, destacando-se:
» Na Alemanha, Jan Van Eyck autor da tela O casal Arnolfini, obra-prima que conseguiu efeitos notáveis na simetria, nas cores e nos detalhes e encontrou uma forma de reprodução do real de maneira impressionante.
» Na França, o destaque coube aos escritores Rabelais, com Gargântua, e Montaigne, com Ensaios, que adquiriram foros de literatura nacional.
» Na Inglaterra, o destaque ficou por conta de William Shakespeare, o notável dramaturgo que imortalizou obras como Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, Otelo e Ricardo III.
» Na Espanha, alguns nomes famosos desse período são: Miguel de Cervantes Saavedra, o autor de Dom Quixote de la Mancha; os pintores Velázquez, autor da obra As Meninas, e El Greco, pintor de O Enterro do Conde de Orgaz;
» Em Portugal, o conteúdo renascentista foi seguido por Luís Vaz de Camões, que escreveu o poema da epopéia portuguesa, Os Lusíadas, e pelo dramaturgo Gil Vicente, o criador do teatro português, com obras como Auto da Alma e a trilogia satírica Barca do Inferno.

ATIVIDADES
1. Associe.
a. Cervantes
b. Campanella
c. Thomas Morus
d. Maquiavel
(    ) em sua obra defende que "os fins justificam os meios"
(    ) Na obra A Cidade do Sol, preconizou o método experimental.
(    ) Escreveu D. Quixote de La Mancha.
(    ) Na sua obra Utopia fala de uma sociedade ideal.

2.  Complete de acordo com o texto,
a. Leonardo da Vinci: _____________________________________________________________________________________________________________________
b. Michelangelo: _____________________________________________________________________________________________________________________

     3.Cite uma obra dos seguintes autores:
El Greco _____________________
Cervantes ____________________
Shakespeare __________________
Camões ______________________
Velázquez ____________________
Van Eyck _____________________


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